adicione em favoritos livro de visitantes mapache e-cards indique esta página Pesquisa
 
   
 
 
Seu nome :
Seu e-mail :
E-mail do amigo :
Comentário :
 
 
 
 
   
 
 
busca avançada
 
 
   
 
 
   
   
 
A História do Maine Coon no Brasil
(3 votos)

Que o Maine Coon é um gato gigante, imponente e conquista corações, sendo a maior raça de felinos domésticos no Brasil e traz em seu nome de origem o estado americano que o apresentou ao mundo, Maine, EUA, isso não mais é novidade. Que chega a pesar 16 Kg é mito, mas que em 2009 completou 15 anos desde seu surgimento em nosso país, isso pode ser algo novo para muitos brasileiros.

Por incrível que pareça, até poucos anos atrás, era praticamente desconhecida a existência destes gatos gigantes pelo público, permanecendo a raça com restrita quantidade de criadores nacionais por quase 10 anos. Com o forte advento da internet em meados de 2004 e o crescente acesso das diferentes classes sociais à World Wide Web (www), o Maine Coon chega despertando grande interesse em mídias regionais com as revistas especializadas até ganhar destaque nos Programas de TV, garantindo sua audiência.

Praticamente re-descoberto na atualidade, o Maine Coon ganha eminente popularidade como "companheiro doméstico ideal", onde na ausência do cão, geralmente por limitações de espaço, regras de condomínio etc, tornou-se o animal de estimação naturalmente lindo e versátil sem contra-indicações, apresentando o mesmo carisma, companheirismo, e demais atributos inerentes à raça deste felino com "algo a mais", certamente pelo tamanho diferenciado que apresenta.

Devido a enorme popularidade que faz jus ao seu tamanho, cresce também o interesse que deu surgimento a novos criadores oficiais no Brasil, e juntamente com eles, novas importações que ajudam a promover diversidade genética à raça.

O primeiro casal de reprodutores Maine Coon a chegar oficialmente ao Brasil veio em 1994, do Gatil Willowplace, naquela época situado em Birmingham, no Alabama, Estados Unidos, adquirido pelo casal de brasileiros Natanael Lopes e Martha Zenker, de Montenegro, Rio Grande do Sul, que vieram a se tornar os primeiros criadores de Maine Coon do país com a abertura do Gatil Shambala, segundo dados dos clubes felinos regionais. Outras importações ocorreram nos anos seguintes, com Zillah Ayala, a segunda criadora da raça que na época, chegou a ter a maior quantidade de exemplares em idade reprodutiva, 12 ao total. Zillah Ayala iniciou oficialmente sua criação em 1995, registrando o Gatil Curumim, também no Rio Grande do Sul, estado que foi considerado o berço do Maine Coon no Brasil.

"Trazer sangue novo ao País é o tipo de iniciativa apoiada por todos os criadores de Maine Coon, diante do pequeno número de reprodutores aqui existentes e dos riscos da consangüinidade", é um trecho que comenta uma antiga reportagem da Revista Cães & CIA, que provavelmente foi a primeira matéria publicada, sobre o Maine Coon aos amantes felinos brasileiros. Sabemos até hoje da importância de promover diversidade genética à raça, mas infelizmente que não foi bem isso que ocorreu naquele momento.

"Comecei com um macho filho do casal vindo do Willowplace, gatil do qual importei mais duas fêmeas em 1995", comenta a própria Zillah Ayala nesta reportagem, onde provavelmente se deram início as práticas consanguíneas, envolvendo parentescos próximos de mesma linhagem. "Três anos depois trouxe um casal do gatil argentino Jatulmeiubad, que tinha coincidentemente sangue Willowplace entre seus ancestrais", acrescenta ela.

O próprio Gatil Curumim criava persas antes do Maine Coon, talvez daí se explique uma cultura de práticas consangüíneas, que estiveram presentes nas bases do Maine Coon brasileiro ao longo destes anos. Ao que se sabe, poucos anos depois de Zillah Ayala, encerravam-se as atividades do primeiro Gatil de Maine Coons, o Gatil Shambala, apresentando problemas congênitos e altos índices de filhotes natimortos, que se agravaram com acasalamentos endogâmicos, provenientes de seu primeiro casal adquirido do mesma linhagem extrangeira de origem, o Willowplace.

A dificuldade em vender os filhotes de maine coon com a escassa divulgação e isolado número de criadores oficiais era eminente, mas mesmo assim, criadores nacionais de outras raças felinas chegaram a se interessar pelo Maine Coon.

Um exemplo deles é o Gatil De'Osíris, que tem suas bases no Rio Grande do Sul e introduziu os gatos Maine Coon em seu programa de criação com exemplares do Gatil Curumim, no entanto, permanece criando até hoje os gatos siameses, uma raça felina praticamente extinta da criação organizada, devido à crescente população de mestiços, comercializados sem Pedigree em lojas de animais pelo país.

Num cenário onde a castração de gatos era considerada uma mutilação, "gatofilia" era um termo desconhecido e a cinofilia era a moda pet na procura por bichos de estimação, o estado de São Paulo foi, e permanece sendo até hoje, o polo comercial da raça no país, onde a maior quantidade de compradores do Maine Coon foram paulistanos de classe média. Posteriormente, o interesse de outras classes por estes gatos aumentou com o surgimento de novos criadores e aparições ao vivo na TV, popularizando-os. Em 1996, a criadora Márcia Paul, do Gatil Flor-de-Lis em São Paulo, SP, foi uma delas, onde ela mesma conta como deu iniciou a sua criação de Maine Coons:

"Em 1996, conheci a raça indo a uma exposição de gatos, e não saí de lá antes de adquirir uma linda fêmea. Convivendo com ela, desenvolvi um forte desejo em formar um gatil, e este projeto demorou um pouco, pois a raça era nova em nosso País e os exemplares disponíveis eram consaguíneos com minha gata.

Quando a querida Dona Zilla Ayalla adquiriu um macho importado de outra linhagem, teve o carinho de me avisar.Programamos um encontro entre os dois e desta união,fiquei com um lindo macho que veio a se tornar o padreador de nosso Gatil.", comenta Márcia em seu site, que cria Maine Coons até hoje.

Continua... (em desenvolvimento)

Mais sobre Maine Coon..


 

Compartilhe esse artigo e deixe o seu comentário!